As principais maisons apresentaram suas coleções para a Primavera/Verão 2027

Imagem: Desfile da Chanel
A Paris Fashion Week Primavera/Verão 2027 chegou ao fim depois de oito dias de desfiles, entre 28 de setembro e 6 de outubro. Com 68 apresentações no calendário oficial, a temporada reuniu algumas das principais maisons da moda internacional e marcou também momentos importantes de mudanças criativas.



Imagem: Desfile da Balenciaga/ Valentino/ Dior
Entre os destaques, a Dior, sob direção criativa de Jonathan Anderson, apostou na leveza. Chiffon, transparências e versões mais fluidas de códigos históricos da maison, como a Bar Jacket, apareceram em uma coleção que revisita a tradição da marca sem reproduzi-la literalmente.
Na Chanel, Matthieu Blazy continuou a construir sua identidade à frente da maison a partir de referências ao passado. A coleção misturou diferentes décadas e códigos da marca, com cintura baixa, lingerie aparente, tricôs, bordados e acessórios. O desfile também recuperou simbolicamente a bolsa 2.55 original de Gabrielle Chanel.
A Balenciaga, de Pierpaolo Piccioli, aproximou a alta-costura do cotidiano. Técnicas de construção e volumes elaborados apareceram em peças como camisetas, jeans e alfaiataria, criando o que a imprensa chamou de uma espécie de “couture para o dia a dia”. Óculos de grandes proporções e acessórios também tiveram papel importante na imagem da coleção.
Na Valentino, Alessandro Michele mergulhou no maximalismo e na própria história da maison. O desfile aconteceu na Biblioteca Sainte-Geneviève e foi acompanhado de uma proposta conceitual ligada aos livros e à ideia de uma “antibiblioteca”. Na roupa, surgiram corsets, transparências, rendas, joias volumosas, cores contrastantes e referências ao glamour de décadas passadas.
A Saint Laurent foi direto ao ouro. Anthony Vaccarello transformou praticamente toda a coleção em uma celebração dourada, com saias, vestidos, alfaiataria, brocados, lamê e acessórios no tom. A apresentação também marcou os dez anos de Vaccarello à frente da maison.
Na Miu Miu, Miuccia Prada trabalhou novamente a mistura entre o cotidiano e o esportivo, mas levando essa combinação para um território mais sofisticado. Tops, peças esportivas e calças de treino apareceram ao lado de blazers, blusas e vestidos de festa, enquanto os tênis reforçaram a proposta.
E a Louis Vuitton, encerrando a semana, levou ao Louvre uma cenografia futurista com carros voadores. Por trás do espetáculo, Nicolas Ghesquière apresentou uma coleção voltada ao corpo e à vida urbana, com materiais leves, transparências e peças pensadas para movimento e adaptação.
No conjunto, Paris apresentou uma temporada marcada pela releitura dos códigos das grandes maisons, entre tradição e experimentação. Em vez de uma única estética dominante, a semana mostrou diferentes caminhos para pensar a moda contemporânea — da leveza da Dior ao maximalismo de Valentino, do dourado de Saint Laurent à mistura entre cotidiano e alta-costura em Balenciaga.






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